quarta-feira, 24 de junho de 2015

É preciso dizer que te amo, tanto...


Após tantos posts metafóricos, dúbios e enrustidos e declarações trocadas via sms ou ao pé do ouvido na hora de dormir, posso finalmente escrever o que chamarei de declaração.

Há certas coisas que não se explicam. Relacionamento é uma delas. Não existe receita, fórmula certeira, nem secreta. Simplesmente acontece. Não se unem dois temperamentos opostos por coincidência, por convivência. Não se constrói relação baseada apenas em sexo, ou somente em amizade. Isso seria realidade ilusória, não seria real.

Lutei muito, contra mim, meus medos, suas falas cheias de verdade, seus medos, os preconceitos alheios, nossas diferenças. Lutei baseada na convicção de que o extraordinário permearia o nosso meio. E não me enganei.

Já discutimos abertamente os vários aspectos pessoais das nossas vidas, nossas necessidades, nossas similaridades e diferenças, nossos planos. Já nos demos mutuamente a liberdade de perguntar e conversar sobre qualquer coisa. Sempre colocamos nossas preocupações às claras, de forma que tivéssemos a liberdade de crescer e ser quem somos. Eu não conseguiria se não fossem suas risadas, seus beijos, seus abraços, seus conselhos, seu colo, seu ombro e esse amor imenso que me dá.

São as suas palavras de encorajamento, seu otimismo e sua maturidade que me transformam em alguém melhor. Melhor pra mim, para nós dois e para as pessoas que compartilham da nossa felicidade. Não seriam sem você minhas manhãs, humoradas; minhas tardes, ligeiras; minhas noites; gargalhantes. Não seria o meus ócio menos criativo; não seriam minhas novas visões, sensatas; minhas decisões, planejadas; não seriam minhas atitudes menos infantis.

Mesmo assim, é necessário acreditar todo dia, que é mutuo, que é intenso e que não é perfeito.
E descrente como sempre fui, passei a acreditar que somente o amor é capaz de fazer tudo isso.
Que faz enxergar diferenças, que dá forças quando queremos fugir, que incentiva a continuar, que transforma os dias tempestuosos desta desvairada que sou em algo à ser recordado. Assim como é o amor que me faz pensar em você a cada instante, que nos permite sermos livres mesmo com tanta proximidade, que me faz sempre sorrir quando te encontro. É o amor que me faz ser mais madura pra crescer junto com você, que segura meu ciúmes quando lembro do que você é capaz, que faz com que eu saia para danças ao invés de te esperar para iniciar uma briga.

Você tem sido a única pessoa para qual posso contar ABSOLUTAMENTE tudo, por mais pessoal que seja, por mais que possa te ferir. Você ainda será meu amigo e companheiro.

Qualquer caminho diferente do traçado até então, poderia nunca ter nos posto frente á frente, poderia nunca, sequer, ter ouvido seu nome, E assim, jamais teria rido das tuas piadas, comido em lugares engordativos, acreditado em meu potencial, escutado Pink Floyd. Longe de ti jamais teria exposto (sem vergonha) que meu negócio é tchátchárá, ou desenvolvido uma tara ainda maior pelos estudos.

Eu que julguei ter amado tanto e desesperadamente, aprendi a amar no dia-a-dia, aprendi a construir uma relação. Namoramos a pouco mais de 2 anos e jamais nos menosprezamos; nosso respeito é reciproco e rimos bastante. E cada dia mais quero me encher de você, transbordar de amor, de admiração, de orgulho, de respeito, de tesão.

Então, hoje, resolvi escrever para quem quiser ler que eu te amo como nunca amei outro. E que quando você, finalmente, me encontrou eu já sabia que era você, EDUARDO JULIO.


Grau de conhecimento

Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e as enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas da vida em si, mas de nós mesmos. A gente até sabe na prática como seria o modo "mais correto" de agir em uma ou outra situação, mas leva-se anos para entender que nem sempre estamos, de fato, preparados para certas coisas, mesmo que já tenhamos passado por algo semelhante.

Atire a primeira pedra quem nunca teve reações exageradas, quem nunca chorou quando deveria, ou gargalhou até faltar o ar em um momento ainda menos propício. Vivemos nos preparando, até que algo acontece e reagimos assim, espontaneamente. Com os mecanismos que construímos ao longo da jornada.

Às vezes saímos armados da cabela aos pés, exibindo um elmo reluzente, escudo ultra resistente e uma lança pronta para atravessar o "oponente" sem dó nem piedade. Às vezes deixamos toda a indumentária em casa, mas ao sermos pegos desprevenidos nos cobrimos com qualquer coisa que esteja ao nosso alcance. E isso cansa. Mas também cansa se magoar, decepcionar e sofrer. São cilos que vão deixando marcas, ás vezes superficiais, ás vezes profundas, que vão montando a personalidade (inseguranças, neuras e traumas) de cada um.

O processo para curar cicatrizes é pessoal, e cada qual tem seu modo. Tentei de tudo um muito, inclusive culpar o outro e a conjunção estrelar para não responder algumas perguntas; afinal, não são raras as vezes em que mexer na própria ferida é algo doloroso demais. E a gente inventa teorias, cria respostas prontas e segue a vida.

Mas a vida sempre acerta as contas e nos atinge dessa maneira que não dá para evitar ou voltar atrás. Não é fácil admitir as próprias falhas, a vulnerabilidade, os medos. É doloroso pensar em paixão/amor e perceber que não eram os outros  e sim você que estava emocionalmente indisponível e não conseguia manter-se inteira quando o coração estava aos pedaços.

...

Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas de si, mas de nós mesmos. E, embora, a vida não espere que você esteja pronta para encarar seus medos, dar um salto de alto-confiança torna tudo mais libertador.

Inclusive o coração.

07/03/2015

Ouvindo coitado

Pensando em ditados que eu gosto muito, reparei que todos falam sobre o ato de se dar mal. Não seu que conclusão tirar deste levantamento; se concluo que me dou mal com muita frequência ou se concluo que o fundo do poço é algo que me atrai. As dias conclusões me parecem bastante sóbrias.

Acho que os ditados que você gosta diz muito sobre quem você é. Muito mais do que os livros, filmes ou músicas, porque não são uma opção estética, e sim uma opção de sei lá, vida. Talvez hoje em dia as pessoas se definam excessivamente por opções estéticas. E talvez também por isso digam que certos casais "não combinam", porque avaliamos as opções estéticas e não os ditados que eles gostam.

Dois ditados que eu gosto bastante:

1) Quem não ouve conselho, ouve coitado.
2) Há males que vem para o bem.

04/03/2015

O lado econômico da força

Faz um tempo que ouça na programação vespertina aqui da rádio, dicas financeiras e gente falando sobre seus gastos. Mas só tem gente equilibrada e intelectual. Maior gasto alegado pelos entrevistados: livros e vida cultural. O que esse povo anda comprando? Meus livros mais caros custaram o mesmo que meus vestidos mendigos.

Qualé a dessa gente????

03/03/2015

O céu é o limite

"My ambition is handicapped by my laziness", do Bukowski, provavelmente é a citação que melhor me define como pessoa. Porque, nos meus panos eu sou uma pessoa produtiva e o céu é o limite, Manter esse blog? Ler 20 páginas por dia; arrumar a casa; terminar a tarefa da faculdade. É para os fracos,! eu quero fazer tudo isso apenas no turno da manhã.

Claro que não se cumpre. Nunca se cumpre. No fim das contas, você produz o mesmo que uma pessoa comum, mas enquanto uma pessoa comum produz aquilo e fica satisfeita, com a suprema sensação de dever cumprido, você riscou três itens da lista de afazeres. Não é muito inteligente e pouco saudável.

02/03/2015


Mais uma vez

Sabe aquelas pessoas que não conseguem evitar demonstrar o que sentem? Muito prazer, pois sou exatamente assim!

Mais uma vez, nessas minhas 19 primaveras, ouvi a seguinte frase: "Nossa, como você é sensível", dentre muitas as quais: "Você é tão emotiva", "Já ta chorando por que?", "Você tem o emocional fraco"...]

Estranho é saber que as pessoas encaram isso como algo positivo e ficam maravilhadas...
Se existe algo de bom nisso, por favor, me mostre!

Entregar-se facilmente aos problemas que surgem no decorrer da vida; absorver a dor do próximo; agir impulsivamente, são as maiores características de pessoas como eu.

Emoções em si, são consideradas fraquezas.

"Não é difícil me deixar feliz, logo, não é difícil me deixar triste".

01/03/2015

Amando-me pouco

Estava quase dormindo quando de repente me veio uma vontade súbita de escrever aqui...
Escrever sobre o "amor".
Amar quanto? Como? A si mesmo? Alguém? Quem?

O amor sem sombra de dúvidas é o sentimento mais perverso que existe. Quado se ama muito alguém, consequentemente ama-se a si pouco.

Amamos intensamente sem esperar nada em troca... Mentira, baléla, lorota!

As pessoas se entregam ao amor unicamente para desfrutar do amor e das atribuições que o amor as trazem.

Sempre que ouço uma história de amor, a conclusão que eu tiro é de que o amor e a dor estão muito mais ligados do que unha e cutícula. Afinal, o amor é a dor.

Amar dói, fere, amar, amar, amar...] Somos escravos de um sentimento que tomamos como necessidade, necessidade de ter alguém, de ser amado por alguém. Mas por que?

Juro que adoraria saber.


28/02/2015

Grandeza Vetorial

Ontem eu perguntei ao meu professor da faculdade se demorou muito para chegar aos 50 anos. Com um sorriso ele me respondeu que só demorou até chegar aos 18, e que a partir de então o tempo voou. Ele saiu da sala e me deixou refletindo. Talvez ele nem saiba o peso que aquelas palavras tiveram sobre mim. Sempre que eu penso nosso, tenho a impressão de que a minha vida está seguindo e eu estou apenas assistindo-a passar diante de mim, e que, quando eu menos esperar estarei sentada numa cadeira de balanço, aposentada olhando os meus netos brincarem.

Pode até parecer exagero, mas não é. O que eu construí nesses meus 19 anos? O que faz com que viver a vida seja um prazer e não um fardo? Será que eu estou destinada a apenas cumprir aquele velho ciclo de "nascer, crescer, reproduzir e morrer"? O que eu vou deixar de legado? Como as pessoas vão se lembrar de mim? Ou simplesmente não lembrarão? Eu tenho aproveitado as oportunidades que me aparecem?

Viver foi a melhor oportunidade a mim concedida e eu não tenho aproveitado como deveria. A comodidade parece tão mais confortável, eu sei. Mas definitivamente, não concorda com os meus interesses. Eu quero ver o mundo com aquele olhar curioso de criança quando ainda está desenvolvendo a percepção, onde pra ela tudo é indagante (infelizmente, fazem com que as crianças cresçam  acreditando que tudo é normal demais para se despertar curiosidade), quero questionar sobre tudo, quero duvidar, quero buscar respostas.

A vida é uma grandeza vetorial, e agora darei sentido, direção e intensidade à minha.

27/02/2015

Quinta-feira

Se eu pudesse desejar algo, com certeza desejaria que todos os dias fossem "quintas-feiras".
Mas não qualquer quinta-feira! Uma quinta-feira como a de hoje, 26 de fevereiro de 2015.

O sol brilha e o aroma do meu copo de café insiste em me convidar para um dos prazeres mais formidáveis. Ainda assim há algo que persiste em não sair da minha cabeça; as tais "pessoas focadas", se é que assim posso chama-las...

Tenho uma relação muito incerta com essas pessoas focada. Essas pessoas que passam 10, 20 anos querendo a mesma coisa. E elas vão lá e conseguem, porque se tem uma coisa que o Oriente ensinou ao pretensioso Ocidente é que a disciplina vence o talento quando eles se encontram em condições justas de temperatura e pressão.

Parte do tempo considero essas pessoas focadas as mais espetas do mundo. Como conseguem isso? Como elas conseguem fazer escolhas e manter escolhas numa época feita para a distração?

Na outra parte do tempo acho que são só umas coitadas que não entenderam o mundo em que vivem; esse mundo que te permite seguir um tutorial de maquiagem enquanto assiste uma aula de Yale, sendo você um ser humano sem nenhuma capacidade de usar duas cores de base ou frequentar Yale.

Talvez haja algo de errado com esta quinta-feira.

26/02/2015