Atire a primeira pedra quem nunca teve reações exageradas, quem nunca chorou quando deveria, ou gargalhou até faltar o ar em um momento ainda menos propício. Vivemos nos preparando, até que algo acontece e reagimos assim, espontaneamente. Com os mecanismos que construímos ao longo da jornada.
Às vezes saímos armados da cabela aos pés, exibindo um elmo reluzente, escudo ultra resistente e uma lança pronta para atravessar o "oponente" sem dó nem piedade. Às vezes deixamos toda a indumentária em casa, mas ao sermos pegos desprevenidos nos cobrimos com qualquer coisa que esteja ao nosso alcance. E isso cansa. Mas também cansa se magoar, decepcionar e sofrer. São cilos que vão deixando marcas, ás vezes superficiais, ás vezes profundas, que vão montando a personalidade (inseguranças, neuras e traumas) de cada um.
O processo para curar cicatrizes é pessoal, e cada qual tem seu modo. Tentei de tudo um muito, inclusive culpar o outro e a conjunção estrelar para não responder algumas perguntas; afinal, não são raras as vezes em que mexer na própria ferida é algo doloroso demais. E a gente inventa teorias, cria respostas prontas e segue a vida.
Mas a vida sempre acerta as contas e nos atinge dessa maneira que não dá para evitar ou voltar atrás. Não é fácil admitir as próprias falhas, a vulnerabilidade, os medos. É doloroso pensar em paixão/amor e perceber que não eram os outros e sim você que estava emocionalmente indisponível e não conseguia manter-se inteira quando o coração estava aos pedaços.
...
Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas de si, mas de nós mesmos. E, embora, a vida não espere que você esteja pronta para encarar seus medos, dar um salto de alto-confiança torna tudo mais libertador.
Inclusive o coração.
07/03/2015

Nenhum comentário:
Postar um comentário